03/09/2008
Liberta-me, Poesia!
Desata o nó das emoções enclausuradas
em mudas contenções.
Do grito rouco preso pelos preconceitos
em surdas convulsões.
Desnuda a alma que agoniza acorrentada
em reles convenções.
Que eu possa enfim escancarar este eu aflito
sem peias nem pressões.
Penetra-me, Poesia!
Preenche-me, fecunda-me
em gestação radiosa.
Parteja-me gloriosa,
numa explosão de luz!
Cidinha Baracat