1937 – Nasce, em 22 de fevereiro, na Fazenda Perobal, município de Macatuba, Estado de São Paulo, Maria Apparecida de Godoy Baracat; filha de Avelino Jerônimo de Godoy, lavrador, e Deolinda de Andrade, costureira
1944 – Faz seus primeiros estudos no Grupo Escolar de Macatuba e o curso ginasial (da 5ª à 8ª série) no Instituto de Educação Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Sorocaba
1955 – Vem para Araçatuba, onde cursa a então Escola Normal, hoje Magistério, no Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz (IE), formando-se professora em 1957, recebendo a cadeira-prêmio, na época concedida a quem terminasse o curso com média superior a 90
1958 – Inicia carreira no magistério, na Escola Mista do Bairro Jangadinha, onde não havia luz elétrica ainda. Ingressa no mesmo ano em Mirandópolis, já como efetiva, e lá permanece até 1961, ano em que é removida para o Grupo Escolar Luiz Gama, em Araçatuba (ali leciona até 1967)
1960 – Faz o curso da CADES, que então credenciava professores para dar aulas no ginásio e no colegial em localidades onde não havia Faculdade de Filosofia; casa-se com Gilberto Baracat, com quem tem quatro filhos: Gilberto, Gislaine, Genise e Gisele. É avó de uma netinha e sete netos
1961 – Presta vestibular para o curso de Direito na Instituição Toledo de Ensino (ITE), em Bauru, bacharelando-se em 1965
1964 – Começa a lecionar Português no Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz, dando aulas no curso de Magistério até 1977
1966 – Com a abertura da Faculdade de Filosofia em Araçatuba, começa o curso de Letras, que termina em 1968 (Português-Inglês, licenciatura curta)
1969 – Cursa a Faculdade São Luís, em São Paulo, completando a licenciatura plena (Português-latim), em 1970
1970 – Começa a dar aulas de Literatura Brasileira, Língua Portuguesa e Lingüística na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araçatuba, trabalhando na instituição até 1979
1973 – Passa a lecionar Comunicação e Relações Humanas na Faculdade de Administração de Empresas de Araçatuba, onde trabalha até 1979
1974 – Faz o Curso de Especialização em Fonética, na Faculdade de Marília, com o professor Ataliba de Castilho
1977 – É removida do IE para o Grupo Escolar Maria do Carmo Lélis (fica na escola até 1983, ano em que se exonera do ensino público)
1978 – Licencia-se em Pedagogia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araçatuba
1979 – Aulas de Literatura e Língua Portuguesa no Colégio Objetivo (até 1984)
1980 – Funda o Centro de Comunicação e Criatividade, hoje Centro de Comunicação Cidinha Baracat
1986 – Dá aulas de Literatura e Língua Portuguesa no Colégio Anglo, para onde retorna em 1993, ficando até 1995
1998 – Torna-se presidente da Associação Lítero-Musical de Araçatuba (até 2004); publica o livro “Ciranda de Vidro”, de poemas e crônicas, que recebe o prêmio João de Scantimburgo, da Academia Araçatubense de Letras
1999 – Passa a ocupar, em 12 de novembro, a cadeira nº 20 da Academia Araçatubense de Letras, tendo como patrona a poeta Cora Coralina; em 17 de dezembro, recebe o título de Cidadã Araçatubense, concedido pela Câmara Municipal
Coordenadora e ministrante de um sem-número de cursos e palestras em Araçatuba e região, promotora de excursões culturais a Salvador, Brasília, São Paulo e Estados Unidos, e participante, como declamadora, de eventos artísticos e recreativos, Cidinha Baracat assim conta sua própria história e se auto-define:
“Gosto de cantar, declamar e dançar. Vou com meu marido em clubes de seresta e outros locais onde possamos dançar até o amanhecer. Minha vida não foi fácil, mas linda. Quando menina, em Macatuba, trabalhei como babá. Em Sorocaba, entregava marmitas nas fábricas, para manter-me. Em Araçatuba, dei aulas particulares de Português e outras disciplinas. Por tudo isso, sou profundamente grata às pessoas que me deram oportunidades de crescer e estudar. E torno pública essa gratidão, especialmente à prima Ruth Andrade e à irmã Joaquina de Abreu Espuela, ambas falecidas. E aos meus pais, de quem recebi lições de viver, de amor ao trabalho e ao conhecimento. Amo profundamente as pessoas, a natureza, a vida. E espero morrer em paz, depois de viver bela e intensamente muitos anos mais. Não envelheço, por falta de tempo. E não vou morrer tão cedo, por falta de vontade”.